O preço de estar sempre disponível.

Um pedido ao qual dizemos que sim, apesar do cansaço. Uma conversa para a qual já não temos espaço. Um compromisso que aceitamos porque nos custa desiludir.
Vamos cedendo em coisas pequenas. Tão pequenas que parece exagerado recusá-las. Até percebermos que o nosso tempo ficou todo distribuído e que, para nós, sobrou o que restava.
Há uma pergunta que me parece importante fazer antes do próximo "sim": tenho disponibilidade para isto ou estou apenas com dificuldade em dizer que não?
A resposta merece ser ouvida, mesmo quando nos deixa desconfortáveis.
Esta semana, talvez possamos começar por um limite pequeno. Um "hoje não consigo" dito com respeito — e sem uma longa lista de justificações.
