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Há uma tendência silenciosa — e profundamente humana — de querermos ser compreendidos antes de fazermos o esforço real de compreender. É quase instintivo. Queremos ser vistos, validados, reconhecidos na nossa dor, nas nossas intenções, nas nossas razões. Queremos que o outro perceba o que sentimos, mesmo quando não o sabemos expressar com clareza.

A pessoa que hoje tem dificuldade em lidar com o aborrecimento perde uma das maiores fontes de compreensão do mundo e de si própria.

PO - Paula Oliveira
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