Em Breve: Ensaio sobre o Amor

Título do Livro: Ensaio sobre o Amor

Autora: Paula Oliveira

Lançamento previsto: 2026 


Uma reflexão sobre aquilo que nos aproxima e aquilo que nos transforma.

O amor é uma das experiências mais universais da condição humana. E, paradoxalmente, uma das menos compreendidas.

Ao longo da vida, procuramos amor, perdemos amor, confundimos amor com necessidade, intensidade, dependência, controlo ou medo. Construímos expectativas, protegemo-nos da dor e, muitas vezes, passamos anos a tentar compreender aquilo que sentimos.

O Ensaio sobre o Amor nasce dessa procura.

Este livro reúne reflexões psicológicas, filosóficas e profundamente humanas sobre o amor, as relações, a perda, a vulnerabilidade, o apego, a identidade e a forma como crescemos através das experiências que vivemos.

Não pretende oferecer respostas definitivas. Pretende fazer melhores perguntas.

Porque talvez amar não seja encontrar alguém que nos complete. Talvez seja aprender a encontrar o outro sem nos perdermos de nós próprios.



Em desenvolvimento. Atualmente em fase de revisão e aperfeiçoamento editorial. Em breve serão partilhadas novidades sobre a publicação.

"Mas o que é, afinal, o amor?"




Excertos...


"Escrevo desde sempre.
Por tudo e por nada.
Porque é terapêutico.
Porque me faz feliz.
Porque me é natural.
Não sei exatamente porquê…. mas escrevo.

Durante muitos anos escrevi sobretudo no registo mais poético.
Hoje, contando com alguma maturidade - pessoal e profissional - percebo que certas ideias que nos acompanham, acabam, inevitavelmente, por querer ganhar forma. E talvez esteja finalmente a chegar esse momento.
Estou a caminhar para concluir dois trabalhos que me são profundamente queridos.
Um dedicado à empatia - tema que tenho explorado tanto no plano humano como no académico e profissional.
Outro que ousa aproximar-se de uma reflexão antiga e universal: o amor. Uma espécie de ensaio sobre aquilo que, apesar de tudo, continua a mover o mundo.
Deixo por agora apenas algumas ideias e passagens iniciais.
Porque às vezes os livros começam assim: com pensamentos soltos que insistem em ficar. Não será um caso de amor?
Talvez este seja apenas o começo"


"Durante muito tempo, acreditamos que o amor certo seria aquele que nos compreenderia na exata medida das nossas necessidades.
Mas a maturidade emocional traz uma constatação menos romântica — e, ainda assim, profundamente libertadora:
ninguém nos saberá amar exatamente como precisamos.
Não por falta de intenção. Mas porque há dimensões internas que não são delegáveis.
O erro não está no amor que recebemos. Está, muitas vezes, na expectativa de que o outro preencha aquilo que ainda não aprendemos a construir em nós.
Amar, nesse nível, deixa de ser expectativa… e passa a ser responsabilidade.
Talvez o verdadeiro ponto de viragem seja este:
quando deixamos de exigir ao outro a medida exata do que nos falta — e começamos, finalmente, a construí-la dentro de nós."


"Há uma parte de mim que duvida do amor.
Não porque nunca o tenha sentido, mas porque o senti demasiado perto da perda.
Como se amar fosse, inevitavelmente, abrir espaço para a ausência.
E talvez seja por isso que, tantas vezes, escolhemos a contenção em vez da entrega.
A segurança em vez da verdade.
Mas haverá amor sem risco?
Ou será que amar é, precisamente, aceitar a coragem de sentir — mesmo sem garantias?"


"Há um momento quase impercetível em que o amor começa.
Não quando se declara. Nem quando se toca. Mas quando se imagina. E é aí que tudo se transforma.
Porque o amor não chega sozinho. Traz consigo expectativas. E, com elas, o medo.
Medo de perder.
Medo de não ser suficiente.
Medo de reviver o que já feriu.
Quanto mais sentimos, mais antecipamos.
Quanto mais antecipamos, menos nos entregamos.
Chamamos maturidade ao controlo. Mas, muitas vezes, é apenas proteção.
Sabemos demais. E esse saber afasta-nos do risco — e, por vezes, da própria experiência.
Mas há uma verdade inevitável: não há amor sem incerteza.
E então fica a pergunta que ninguém evita: Vale a pena?
Vale a pena abrir, sem garantias.
Sentir, sem promessa de permanência.
Escolher, mesmo quando o medo permanece.
Talvez amar não seja a ausência de medo. Talvez seja a decisão de não lhe obedecer.
Porque, no fim, não é o que perdemos que mais pesa. É o que não vivemos."


"Durante muito tempo, acreditou que tudo podia desaparecer sem aviso.
Que o que hoje existe, amanhã pode já não estar.
Que o silêncio pode ser mais definitivo do que qualquer palavra.
Aprendeu a não depender. A não precisar. A não se entregar por inteiro.
E chamou-lhe força.
Mas há uma diferença subtil entre proteger-se e deixar de viver por completo.
Durante anos, manteve o amor à distância — não por falta de sentir, mas por excesso de memória.
Até perceber que evitar a dor também a impedia de aceder ao que salva.
O amor não evita a perda. Mas devolve sentido ao que fica.
E há ausências que nunca se preenchem… mas deixam de destruir quando são atravessadas com amor."


"O amor condicional pede garantias.
O incondicional pede presença.
Um tenta controlar o que pode falhar.
O outro aceita o risco de sentir.
Talvez amar não seja exigir que o outro permaneça.
Mas ser capaz de estar… sem transformar o amor numa condição."


"Passei parte da vida a acreditar que o amor era encontrar alguém que nunca partisse. Hoje penso o contrário. O amor é encontrar alguém que conhece as razões para partir e, mesmo assim, escolhe ficar. Todos os dias. Não uma vez. Todos os dias."


"Há perdas que não nos retiram apenas pessoas. Retiram versões inteiras de quem éramos. Morre a inocência, morre a crença de que o mundo é justo, morre a ilusão de controlo. Depois da perda, continuamos vivos, mas já não regressamos ao mesmo lugar dentro de nós. E talvez seja essa a verdade mais difícil de aceitar: não superamos as grandes perdas. Aprendemos apenas a caminhar com elas até que deixem de ser uma ferida aberta e se transformem numa parte da nossa identidade."

PO - Paula Oliveira
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